DETECÇÃO DE TENDÊNCIA DA VEGETAÇÃO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JEQUITINHONHA-MG

Nome: Rosane Gomes da Silva
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 17/02/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Alexandre Rosa dos Santos Orientador
Henrique Machado Dias Co-orientador
José Eduardo Macedo Pezzopane Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alexandre Rosa dos Santos Orientador
Daiani Bernardo Pirovani Examinador Externo
Henrique Machado Dias Coorientador
Jéferson Luiz Ferrari Examinador Externo
JOÃO BATISTA ESTEVES PELÚZIO Examinador Externo

Resumo: O monitoramento e a avaliação das mudanças na condição da vegetação são importantes para a biodiversidade e sua relação com as atividades humanas, auxiliando no planejamento, priorização, gerenciamento e monitoramento da conservação da biodiversidade. Dados de sensoriamento remoto podem auxiliar neste tipo de estudo, pois fornecem longas séries temporais contínuas, disponibilidade de dados de produtos com base em diferentes sensores remotos e indicadores de capacidade fotossintética. O objetivo deste trabalho foi estudar as mudanças na vegetação, associadas à variabilidade do clima e às alterações no uso e cobertura da terra, na bacia hidrográfica do rio Jequitinhonha, entre os anos de 2001 e 2018. Foram utilizadas imagens de NDVI, precipitação e temperatura dos anos de 2001 a 2018 e imagens de uso e ocupação da terra de 2001 e 2018. Os seguintes métodos foram utilizados para analisar as tendências interanuais no vigor da vegetação e no comportamento da precipitação e temperatura, considerando uma significância estatística de 5%: Tendência monotônica de Mann Kendall, tendência linear e correlação linear. Posteriormente, foi realizada a correlação linear entre o NDVI, temperatura e precipitação, por meio de regressão linear múltipla. Por fim, foram identificadas as alterações no uso da terra na bacia, e quantificados os ganhos e perdas de área em cada uso, com ênfase para as mudanças mais acentuadas. Os resultados demonstraram que 79% da área apresentou uma tendência de diminuição no vigor da vegetação, enquanto 21% da área apresentou uma tendência de aumento no vigor da vegetação. Os principais usos da terra que representaram áreas com tendência de diminuição foram pastagem e formação florestal. Áreas com tendência de aumento foram representadas, principalmente, por floresta plantada. A correlação do NDVI com a temperatura indicou a melhor resposta para uma defasagem de três meses, e para a maior parte da bacia, a correlação esteve entre 0,4 e 0,6 (56%), seguida de áreas com correlação entre 0 e 0,4 (34%). Para a correlação entre NDVI e precipitação, essa defasagem foi de um mês e, a maior parte da bacia (46%), obteve correlação entre 0,4 e 0,6. Cerca de 30% da área obteve correlação entre 0 e 0,4 e 23% entre 0,6 e 0,8. Apenas 1% da área apresentou correlação menor que 0. As análises da dinâmica no uso e cobertura da terra indicaram que ocorreu supressão da vegetação em áreas naturais, que foram substituídas, principalmente por áreas de florestas plantadas, pastagem e culturas agrícolas. Áreas classificadas como pastagem foram substituídas, em sua maioria, por Mosaico de agricultura e pastagem, classe que contempla áreas de pastagem. Assim, é possível considerar que a maior parte dessa área se manteve inalterada. A classe Floresta plantada foi a única em que efetivamente os ganhos em área foram superiores às perdas, e ocuparam principalmente áreas de formação savânica, formação florestal e formação campestre. Demais áreas em que foi observado aumento no vigor da vegetação, podem estar associadas à alteração nos estágios sucessionais da vegetação nativa na área de estudo.
Palavras-chave: Sensoriamento remoto, série temporal, greenness, Mann Kendall, Mapbiomas.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910