Integração com a graduação

Primeiramente, convém observar que de acordo com o Art. 51. do Regulamento Geral da Pós-graduação da Universidade (RESOLUÇÃO Nº 11/2010 - CEPE), todos os docentes do quadro da UFES que atuam em Programas de Pós-graduação devem também participar do ensino de graduação ministrando aulas em disciplinas sob a responsabilidade do Departamento onde estiver lotado.

A atuação dos docentes na graduação e na pós-graduação tem sido uma prática que tem beneficiado bastante ambos os níveis de ensino. O docente acaba por ser capaz de ministrar aulas em nível de graduação que contenham maior carga de informação novas sobre o desenvolvimento científico dos temas abordados. Esta é uma importante forma de expandir o conhecimento dos graduandos para além do que está escrito na literatura base das disciplinas. É justamente nesse momento que o docente consegue cativar os discentes que futuramente iniciarão a pós-graduação.

A existência da atividade Seminário é outro fator importante, pois, frequentemente, os docentes estimulam os graduandos em acompanharem algum tipo de palestra ministrada por convidados, interagir com os profissionais da área e com os docentes. Muitos alunos de graduação participam desses eventos que enriquecem seu conhecimento e encontram oportunidades profissinais e de pesquisa científica, haja visto a quantidade de graduandos que acabam por realizar seu estágio obrigatório no setor de pesquisa de empresas do setor.

A iniciação científica é frequentemente conduzida como trabalhos em que os graduandos acompanham e auxiliam os mestrandos em suas atividades de pesquisa, sendo benefício reciproco. O graduando se insere no mundo científico, aprende técnicas de pesquisa, condução de experimentos e redação científica. O mestrando é beneficiado com o auxílio a sua pesquisa e com a oportunidade de participar da orientação do graduando (ou seja, assume um papel de líder do graduando).

O PGCF tem forte atuação no âmbito da graduação, o que é demonstrado pelo alto percentual de discentes que foram ex-alunos de graduação na Instituição (aproximadamente 55%). Tem-se como principais benefícios recíprocos desta integração:

a) Melhor desenvolvimento técnico-científico do graduando como pesquisador.

b) Formação de futuros discentes para Programas de Pós-graduação, principalmente para o PGCF, mais preparados, responsáveis e cientes do papel da pesquisa científica.

c) Aumento da produção de capítulos de livros, apostilas, artigos técnicos e científicos de graduandos, mestrandos e docentes.

d) Maior auxílio na instalação, acompanhamento e coleta de dados relativos a experimentos dos discentes do PGCF.

e) Treinamento dos discentes do PGCF em orientação de pesquisas científicas.

f) Maior uso da biblioteca (Livros e Revistas) e de laboratórios de pesquisa (Trabalhos dos mestrandos e graduandos);

g) Melhor treinamento dos discentes do PGCF em monitoria/docência, uma vez que vários são monitores de disciplinas da graduação, o que foi intensificado pela concessão de bolsas CAPES-Reuni.

h) Melhoria da qualidade do ensino de graduação, uma vez que os recursos captados por intermédio do PGCF fortalecem os laboratórios, permite a compra de materiais de consumo essenciais, entre outras coisas, além de produzir conhecimento atualizado que é repassado à graduação.

Estágio de docência:

O PPGCFL tem a disciplina Estágio de Docência como obrigatória para todos os alunos bolsistas, o que tem sido cumprido de forma muito satisfatória. Todo aluno que cursa esta disciplina, auxilia o professor de uma disciplina da graduação em todas as atividades didáticas (aulas teóricas e práticas, preparação de aulas, correções de provas, aulas de revisão, aplicação de provas etc.), supervisionado pelo professor, preferencialmente que tenha relação com a sua proposta de dissertação de mestrado. A avaliação do aluno é feita pelo professor da disciplina, obtendo o conceito Satisfatório ou Não-Satisfatório.

A finalidade principal é proporcionar a formação didático-pedagógica aos estudantes de mestrado, mas verifica-se também um considerável ganho para os alunos da graduação, uma vez que com o apoio dos mestrandos aos professores, aumenta-se a possibilidade de oferecer aulas mais bem planejadas e preparadas, com conteúdos atualizados e com recursos didáticos melhores. Atualmente, com a sobrecarga de trabalho dos professores, seria bem mais difícil aumentar a qualidade das aulas sem o referido apoio.

Os resultados desta experiência têm se mostrado bastante interessantes: os futuros mestres e doutores, quando realizam concursos para docência, em geral têm apresentado bom desempenho na prova de aptidão didática, o que demonstra que o estágio de docência vem atingindo seu objetivo.

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